FAQ

Área destinada a perguntas e respostas, acerca das duvidas e levantamentos que envolvam a instituição.

Perguntas e Respostas Frequentes

É bíblico o Judaísmo Messiânico e por quê?


Para começar o termo judaísmo messiânico foi dado no primeiro século, pela simples razão daqueles que eram judeus e que seguiam a Ieshua crendo nele como seu Messias, estes logo eram judeus messiânicos, viviam da mesma forma dos judeus observantes, praticavam as orações, tinham esperança nas promessas de D-us guardavam os direcionamentos bíblicos quanto aos relacionamentos, a comida, as festas os Shabats e assim por diante. Séculos mais tarde no ano aproximadamente 1870 na Europa (Inglaterra) veio um despertar para os judeus, para um estilo de vida errantes dentro do judaísmo e Theodore Herz fundou o Movimento Sionista, a fim de ter terras próprias para os judeus, logo após emergiram os “judeus Cristão”, os conhecidos “Cristãos Hebreus”, e assim por diante, mais tarde, após 1915 apareceram mais judeus crentes em Ieshua e começaram a surgir às alianças, federações de grupos de crentes judeus, congregações em Ieshua e assim por diante. Depois de 1925 surgiram dois fortes grupos o primeiro denominado Judeus Messiânicos Aliança das Américas (MJAA) (Messianic Juwish Alliance of America e Aliança internacional das congregações e Sinagogas Messiânicas (IAMCS) International Alliance of Messianic Congregation and Syagogogues. Em 1970, um momento muito especial, por causa do despertar que o Eterno pôs aos judeus, depois do cumprimento da outra profecia sobre o tempo dos gentios foi passado, quando Jerusalém deixaria de ficar sobre sujeição dos gentios, (7 de junho de 1967) na Guerra dos 6 dias, Israel tomou o controle da cidade de Jerusalém (Lucas 21:24) Um Rabino Idoso dos que formaram os seguintes líderes que são os gestores dessas grandes alianças: O Rabino Chernolf na Pensilvânia, seus filhos e os líderes naquela época, recebeu uma visão de que milhões de jovens andando no céu, sobre o Arco de Ouro que dizia: Judaísmo Messiânico, e desde então o nome como um movimento manteve-se até os dias de hoje. O que temos de certeza é que centenas de milhares de pessoas ao redor do mundo, estão retornando as raízes da palavra de D-us e de suas origens, tanto na escrita como no estilo de vida de um povo. (Rabino Enrique Huaman – Peru)




Qual é a origem do Judaísmo Messiânico?


Um conceito do Judaísmo, o Messias (do hebraico משיח Māšîªħ, Mashiach ou Moshiach, Ungido) refere-se, principalmente, à crença do Judaísmo posterior da futura vinda de um descendente do Rei David que iria reconstruir a nação de Israel e restaurar o reino de David, trazendo, desta forma, a paz ao mundo. Ainda que a tradição religiosa judaico-cristã diga que o Messias já era uma profecia predita desde os tempos dos Patriarcas, este ensino veio a tomar mais forma após a destruição do Templo de Jerusalém. O retorno do Cativeiro, aliado a eventos históricos serviu para o aumento de um nacionalismo judaico, despertando uma esperança judaica pela reconstrução de sua nação e pelo governo de um rei levantado por D-us, que submeteria todos os povos à legislação da Torá. Esta esperança messiânica aumentou ainda mais com o Domínio Romano sobre a Judéia no primeiro século. As diversas ramificações judaicas, pacíficas ou revolucionárias (como os zelotes), pretendiam obter sua independência do domínio romano, e inspirados pelo ideal da independência, acabaram por desenvolver ainda mais a crença no Messias libertador.




Quais as ramificações do Judaísmo Messiânico?


Existem 04 emergentes e notórios grupos de judeus messiânicos hoje e muitos outros estão surgindo conforme descrição:
A. Messiânicos crentes em Ieshua como o Messias, mas não o consideram como sendo
D-us, mas um filho de um relacionamento sexual entre José e Mirian B. Aqueles que acreditam que Moisés é o Messias que há de vir. C. Os esotéricos que mesclam muitas ideias; filosofias; cabala; guematria e adivinhações (sorte e magia). D. Aqueles que crêem em Ieshua como o filho de D-us que se fez homem e habitou entre nós, deu a sua vida por causa dos nossos pecados, para termos o perdão, a liberdade e a vida eterna, que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, conforme descrito nas escrituras e que irá regressar. (Rabino Enrique Huaman – Peru). Ressaltamos aqui que a nossa ramificação é a “D”, conforme descrita pelo Rabino Enrique.




Se Cristo é a nova aliança porque os J. M. guardam também a antiga aliança?


Vamos primeiro entender o que é uma Aliança. Uma aliança tem um propósito, vamos ver o caso de Adão, a aliança com Adão era para que ele vivesse eternamente e não morresse fisicamente por causa do Pecado.
Estamos na Graça certa? Então porque ainda morremos? Porque o propósito da aliança era para Adão, uma vez quebrada, permanece quebrada e sua maldição se estende á seus descendentes, ai o Eterno fez nova aliança com Noé, que nunca mais acabaria com o mundo em Águas, esta aliança nunca foi quebrada, por isso o Arco-íris insiste em aparecer toda vez que chove. Essa aliança não foi quebrada, ter uma nova aliança, não invalida uma aliança mais antiga, apenas o propósito é outro. Ficamos noivos e nas tradições “Romanas” coloca-se uma aliança de prata no dedo da mão direita. Quando os noivos se casam pela tradição “Romana” uma nova aliança é feita desta vez de ouro é colocada na mão esquerda. Isso não invalidou a primeira aliança, mas a reafirmou com um novo propósito, nem por isso os noivos jogam fora a aliança de prata, todavia se assim quiserem, tem um lixo aqui na porta de nossa instituição, prata e ouro são sempre bem vindos nesse lixo.




Justifica-se tanto se apegar as raízes culturais judaicas?


Pegar-se ás raízes culturais do judaísmo é perigoso, pois tem muitas coisas colocadas por homens que são denominadas como cerca da Torá, para que não pecamos, mas muitas destas é tradição. Porem o Judaísmo Messiânico correto não o é! De fato, ele é bíblico e era vivido pelos seguidores de Yeshua isso nos é mostrado em todo o livro de Atos (Ideia deste material cedida pelo Rabino Enrique Huamam – Peru - Membro da IAMCS e MJAA)




Nós Cremos na Bíblia?


A Bíblia consiste na Torah e na Tanach (Escrituras Sagradas) e os escritos mais comumente conhecidos como os da Brit Hadasha (Nova Aliança).
Cremos, portanto, que a Torah e a Brit Hadasha são as únicas palavras infalíveis e autoritativa de D-us.
Reconhecemos a Bíblia como um todo sendo inspirada pelo Espírito do Eterno através de homens. Reconhecemos a sua inspiração divina, e aceitamos os seus ensinamentos como a nossa autoridade final em todas as questões de fé e vida comum, como se pode atestar por meio das seguintes passagens: Devarim - Deuteronômio 6:4-6; “Ouve, Israel, o SENHOR nosso D-us é o único SENHOR Amarás, pois, o SENHOR teu D-us de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças e estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração”. Comentários: Cremos que o Eterno é Um e Único, sendo que Ele é o único em que podemos adorar, comprometendo-nos em todas as formas a amá-lo acima de todas as coisas inclusive de nós mesmos, esse versículo é a oração máxima do judaísmo o famoso (Shemá). Vale lembrar aqui também as suas manifestações no filho Yeshua (verbo em carne – matéria) também como D-us, por conter a essência do Pai, e no Espírito Santo, por ser o próprio Espírito do Eterno se movendo no mundo e no homem, Bendito Seja o seu Nome.

Mishle Shelomoh - Provérbios 03: 1-6; “Filho meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração guarde os meus mandamentos. Porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz. Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço; escreve-as na tábua do teu coração. E acharás graça e bom entendimento aos olhos de D-us e do homem Confia no SENHOR de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas”. Comentários: Vemos aqui não só como lei, mas sim como ensino também, pois o novo testamento é um reflexo do antigo testamento. Também cremos que as escrituras sagradas nos norteiam no que tange a vida prática em nossos dias. Tehilim - Salmos 119:89,105; “Lámed. Para sempre, ó SENHOR, a tua palavra permanece no céu Nun. Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho”. Comentários: Cremos que a direção infalível do Eterno para os nossos dias se encontra integralmente na palavra, logo atribuímos as escrituras sagradas o mais alto prestígio sendo que não há outro sistema de governo que se iguala a ela. Entendemos que o governo bíblico é teocrata e monárquico. Yeshayahu - Isaías 48:12-16; “Dá-me ouvidos, ó Jacó, e tu, ó Israel, a quem chamei; eu sou o mesmo, eu o primeiro, eu também o último. Também a minha mão fundou a terra, e a minha destra mediu os céus a palmos; eu os chamarei, e aparecerão juntos. Ajuntai-vos todos vós, e ouvi: Quem, dentre eles, tem anunciado estas coisas? O SENHOR o amou, e executará a sua vontade contra babilônia, e o seu braço será contra os caldeus. Eu, o tenho falado; também já o chamei, e o trarei, e farei próspero o seu caminho. Chegai-vos a mim, ouvi isto: Não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que aquilo se fez eu estava ali, e agora o Senhor D-US me enviou a mim, e o seu Espírito”. Comentários: Entendemos claramente que não podemos de modo algum nos usar das escrituras para fazer um “fast food” bíblico ou religioso nos usando somente das passagens que nos favorece e sim se usando de todo o conteúdo bíblico em prol de nosso próprio crescimento, preservação e ganho de maturidade espiritual. Ruhomayah - Romanos 8:14-17; “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de D-us, esses são filhos de D-us. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de D-us. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de D-us, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados”. Comentários: Cremos na multiforme manifestação do Ruach Elohim em nosso meio. Timoteus Beit - 2 Timóteo 2:15; “Procura apresentar-te a D-us aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. Comentários: Procuramos viver de forma agradável ao Eterno com respaldo bíblico e testamentário, cuidando das coisas do reino, sabendo que Ele cuidará das nossas em todas as formas. Timoteus Beit - 2 Timóteo 3:16-17; “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de D-us seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”. Comentários: Cremos e estudamos a totalidade bíblica, mas não em sua forma romanizada e sim judaica com a pessoa do Messias sendo o centro.




Vocês são legalistas? O que é legalismo?


Você é salvo se não matar uma pessoa? Não. Mas só porque você não é salvo por isto, vai sair por aí matando gente? Espero que não! Posso chamar você de legalista porque você cumpre a lei de não matar? Bem, pelo visto precisamos de uma definição de legalismo. De acordo com as Escrituras, o legalismo pode ser uma das duas coisas abaixo:
A. Dizer que as obras, atos, sejam quais forem (inclusive guardar a Torah), são necessárias para sermos salvos; (Atos 13:39; Efésios. 2:8-9; Romanos. 3:28; Romanos. 11:6 e, Gálatas. 2:16) B. Dar a uma tradição humana o status de lei de D-us; (Deuteronômio. 4:2; Deuteronômio. 12:32 e Marcos. 7:6-13); Estas são as únicas possíveis definições dentro das Escrituras. Os Judeus Messiânicos não se encaixam em nenhuma delas. A definição “a” já foi tratada em perguntas anteriores. A definição “b'” não se aplica, pois cremos que os Livros de Moisés foram inspirados por D-us. Um exemplo mais prático é o seguinte, algumas denominações afirmam que sua doutrina é santa e se baseiam nas escrituras, porém mal interpretadas só geram heresia e mais heresia.




Acreditamos nos comentários Bíblicos e no Talmude?


Algumas comunidades, que professam o judaísmo messiânico consideram os comentários rabínicos, como a Mishná, no Talmude como historicamente informativos e úteis no entendimento da tradição, embora não os considerem normativos, especialmente nas questões nas quais o Talmude diverge das escrituras messiânicas. Alguns outros grupos messiânicos, no entanto, consideram "perigosos" os comentários rabínicos do Talmude. Estes grupos defendem a ideia de que os que seguem as explicações e os comentários rabínicos e halaquicos não são crentes em Jesus como Messias. Além disso, negam a autoridade dos Fariseus, crendo que estes foram substituídos e contraditos pelo messianismo. Há um número grande de comentários messiânicos sobre diversos livros da Bíblia, tanto do Tanach quanto do Novo Testamento. David H. Stern publicou em volume único seu Comentário Judaico do Novo Testamento, mas ele limita-se a apenas fornecer notas explanatórias de um ponto de vista judaico, deixando de lado muitas das questões sobre a composição, história, data e contexto dos livros do Novo Testamento. Outros comentaristas notáveis do Novo Testamento são Joseph Shulam, que escreveu comentários de Atos, Romanos e Gálatas, e Tim Hegg, que escreveu sobre Romanos, Gálatas e Hebreus, e atualmente está estudando o evangelho de Mateus. Nossa base de estudo e academicismo esta pautada na veracidade de escritos onde os mesmos têm amparo na história, na geografia e principalmente na arqueologia bíblica.




Porque os Judeus Messiânicos não se denominam cristãos?


Para evitar ser confundido com o termo “cristão”, cuja a origem tinha sido alterada, na Bíblia “Krastos” e depoimentos de “cristãos anti-semitas” e essencialmente porque o Holocausto surgiu em um país protestante, tento de católicos em geral como de protestantes de igrejas cristãs que hão deixado uma marca desonrosa na história. (Rabino Enrique Huaman – Peru)




Qual a base desta instituição acerca do Cristianismo?


De acordo com a tradição cristã geralmente aceita, Jesus de Nazaré seria o Messias esperado pela tradição profética judaica como consta nas passagens bíblicas de Mateus 2:1-6, Lucas 2:1-32, baseando-se, entre outros, no texto de Miqueias 5:2. Teria sido crucificado, ressuscitado e elevado aos céus como consta nas passagens bíblicas de Mateus 28:7, Atos 2:22-34, 4:10, 5:30.
Inicialmente, seus seguidores foram de fato judeus que não abandonaram suas tradições religiosas judaicas, mas as praticavam acrescentando-lhes a crença em Jesus como Messias conforme descrita em Atos 20:7-8; 21:20. Estes eram chamados de notzrim (nazarenos), devido à cidade de origem de Jesus ou cristãos, pelo público não judaico.
No entanto, com o aumento da difusão dos ensinos de Jesus, muitos não judeus passaram a aceitar e acreditar nestas doutrinas. Por este fato surgiu à primeira crise entre os seguidores de Jesus: os gentios que criam em Jesus deveriam ou não ser submetidos às normas do judaísmo? O grupo judaizante acreditava que Jesus não teria vindo abolir a Torá.
Desta forma, pregavam que tanto judeus como gentios convertidos deveriam seguir os mandamentos da Torá. Ainda não é possível determinar se este grupo judaico era uma variação dos ensinamentos de Jesus ou se era a doutrina original de Jesus.
No entanto se acreditarmos no sucesso inicial do movimento de Jesus dentro da religião judaica deve-se crer que o ensino original não tenha sido muito diferente disto. Já o grupo antijudaizantes, cujo principal expoente era Paulo de Tarso, defendia que Jesus viera trazer salvação de D-us à humanidade, abolindo os preceitos da Torá, que seriam desnecessários para vir-se a obter a salvação. O choque entre os dois grupos: judaizantes e antijudaizantes já são aparentes no livro de Atos, onde a discussão entre eles obriga à convocação da assembleia dos (Enviados) Apóstolos conforme descritas em Atos 15. Os antijudaizantes cujo principal expoente era Paulo de Tarso conseguiram impor sua visão contra os judaizantes, apoiados pelo Apóstolo Pedro: aqueles que eram gentios não precisavam submeter-se aos dogmas do judaísmo e aqueles que eram judeus poderiam prosseguir com seu judaísmo desde que não impusessem seu modo de viver aos gentios: ““... Devemos escrever-lhes [aos gentios] uma carta para informá-los de que se devem abster das coisas contaminadas por ídolos, da fornicação, do que foi estrangulado e do sangue.
[“Os judeus não necessitam disto”] Porque, desde os tempos antigos, Moisés é anunciado em todas as cidades, e suas palavras são lidas nas sinagogas, a cada sábado (Atos 15:20-21). (comparar com as Leis de Noé). O sucesso da pregação paulina fez com que ambos os lados se afastassem. Ainda que tenham sido aceitos a principio pelo judaísmo como mais uma ramificação, os seguidores de Jesus acabaram com o tempo sendo identificados com o ensino de Paulo que causava controvérsias na comunidade judaica, a respeito da questão do Messias e principalmente da aceitação livre de não judeus. Além disso, o sofrimento dos judeus sob domínio romano passou a ser imputado aos seguidores de Jesus e a isto somou-se a recusa por parte da maioria destes a ajudar na Revolta Judaica, que culminou na destruição do segundo Templo de Jerusalém, e à fuga dos cristãos. O Concílio de Niceia
Após a destruição do Templo de Herodes e o início da Diáspora, os cristãos espalharam-se ainda mais pelo império, bem como os demais judeus. Entretanto, a entrada cada vez maior de gentios na comunidade cristã iniciou de vez o processo de rompimento de suas ligações com o Judaísmo, especialmente porque estes gentios passaram a assimilar-se cada vez menos às práticas da Torá, como proposto no Concílio de Jerusalém, e com isso mantinham algumas de suas práticas pagãs, misturando-as apenas às primeiras doutrinas dos então nazarenos. A invasão dessas práticas pagãs, aliada ao prestígio agora dado à seita pelo império, graças ao crescimento surpreendente da mesma, culminou no desenvolvimento e no surgimento dos princípios que originaram o chamado Cristianismo. Os choques entre cristãos e judeus serão mais ou menos leves até a adoção do Cristianismo como religião oficial do Império Romano. O Concílio de Niceia, realizado no ano 325 EC, tratou de separar definitivamente o agora Cristianismo do Judaísmo, estabelecendo definitivamente as doutrinas da Trindade e da divindade de Jesus, entre outras, que dão base ao Cristianismo até os dias atuais. E, com a posterior adoção do Cristianismo como a religião oficial do Império Romano no ano 380 EC, graças aos dogmas estabelecidos em Niceia, passou-se a tentar converter os judeus e a impor-lhes diversas sanções que dariam origem ao antissemitismo religioso da Idade Média. Este sentimento foi posteriormente compartilhado inclusive pelas diversas ramificações cristãs protestantes tradicionais, que viam nos judeus um povo retrógrado que teria matado seu Messias e que se recusava a converter-se ao Cristianismo. Os judaizantes acabaram sendo segregados tanto pelos cristãos como pelos judeus. Estes judaizantes foram reconhecidos como ebionitas (do hebraico evionim "pobres"), organizando sua própria literatura religiosa e com o passar do tempo foram virtualmente extintos. Mesmo assim encontra-se uma gama de relatos históricos desses pequenos grupos cristãos que datam aproximadamente do século XIV e XV. Há diversos movimentos religiosos que em maior ou menor grau compartilham a visão ebionita. Dentre elas, podemos mencionar o movimento criado por Shemayah Phillips,que em 1985 fundou o movimento conhecido como a Ebionite Jewish Community. Esta comunidade, estritamente monoteísta, reconhece Jesus como um profeta justo, e defende uma interpretação judaica do Tanach e que tal sirva como meio de união entre judeus e gentios para implantação de uma sociedade justa.




O que entendemos sobre o Judaísmo Messiânico Moderno?


O Judaísmo Messiânico moderno ou Movimento Judaico Messiânico é um movimento recente iniciado no século XIX. Embora já em 1718, John Toland, em sua obra "Nazarenus", tenha feito à sugestão de que os "cristãos entre os judeus guardassem a Torá", somente no início do século XIX nasceu o Movimento Cristão-Hebreu na Inglaterra. E, em 1886, foi fundada em Chisinau, na atual Moldávia, a primeira Congregação Judaico-Messiânica moderna, por Ioseph Rabinovich. Na Inglaterra, o movimento conhecido como Hebreu-Cristianismo iniciou-se com o princípio básico de reunir cristãos de origem judaica, tendo em vista o propósito de conscientizá-los de sua identidade judaica e reavivá-la, tendo sido a Hebrew-Christian Alliance of Great Britain finalmente organizada em 1866.
Nos Estados Unidos, uma organização similar foi fundada em 1915, a Hebrew-Christian Aliance of America, cujo nome foi mudado para Messianic Jewish American Alliance em 1976. Em 1925, uma organização internacional foi criada com o mesmo propósito, a International Hebrew-Christian Alliance, posteriormente chamada International Messianic Jewish Alliance.
Em 1979 foi fundada a Union of the Messianic Jewish Congregations (UMJC).
O moderno Judaísmo Messiânico, finalmente "estabelecido" a partir da década de 60, intitula-se como um movimento originalmente judaico, fundado por membros judeus e para judeus e não judeus, embora não seja reconhecido como tal devido a vários cristãos estarem envolvidos. É essencialmente diferente do movimento, Judeus para Jesus (Jews for Jesus), movimento este reconhecidamente protestante e com a finalidade única da conversão dos judeus ao Cristianismo (e que teve, por esta razão, uma resposta por parte do Judaísmo através do movimento Jews for Judaism (Judeus para o Judaísmo)). Situação bem triste esta. Estes grupos messiânicos são apoiados por igrejas evangélicas que atualmente tem promovido uma aceitação das tradições judaicas como o uso de músicas e orações em hebraico, adoção de festas religiosas judaicas, itens como kipá e tefilin, além de uso de nomenclatura e termos de origem judaica (como Rabino), mas negando muitas vezes outras tradições essenciais do judaísmo como a brit milá e outros mandamentos sob a visão de que estes mandamentos teriam sido abolidos por Jesus. No nosso caso estamos no trabalho árduo de um sistema acadêmico com todas as suas vertentes de academia e a restauração no meio científico de tais trabalhos. Não estamos nos baseando em sinagogas ou movimentos religiosos revolucionários e sim dando espaço para a real pesquisa dos gêneros, até então não desenvolvidas. Também estamos abertos a parcerias de toda e qualquer comunidade que tenha o interesse de nos ajudar em prol da restauração da Noiva do Cordeiro!
Vale lembrar que: O governo de Israel a partir de 2009 passou a reconhecer os judeus messiânicos como judeus, sendo que antes eram classificados pelo Ministério do Interior de Israel como cristãos.